O corpo do policial civil Eliseu de Souza Júnior, 19 anos, foi enterrado no final da tarde desta segunda-feira no Cemitério Municipal de Criciúma, no Sul do Estado. Eliseu foi morto com dois tiros na nuca após sair de um culto evangélico no Centro Histórico de São José no domingo à noite.

Um adolescente de 17 anos foi apreendido nesta segunda-feira pelo assassinato. O jovem estava escondido na casa da namorada, no Bairro Monte verde, em Florianópolis. Ele confessou que escondeu a arma do agente num matagal. Com ele, foram encontrados também o celular e o dinheiro da vítima, além de uma pistola calibre 380, suspeita de ter sido usada no homicídio.

A hipótese mais provável é que Eliseu foi rendido por três adolescentes depois do culto, que terminou por volta das 21h15min de domingo, quando entrava em um Civic. O agente Sérgio Safanelli acredita que ele percebeu que seria assassinado e reagiu.

O policial civil estava no banco do carona e atirou em um adolescente de 17 anos sentado atrás do motorista. O jovem foi atingido no tórax e nas axilas. O adolescente apreendido estava atrás do agente e disparou duas vezes na nuca.

Os criminosos seguiram até as imediações do Hospital Regional de São José, onde abandonaram o companheiro, que morreu. Em seguida, deixaram o carro com Eliseu no bairro Kobrasol.

O Civic foi localizado por policiais militares às 23h na rua Tiradentes. O crime levou a uma mobilização das delegacias e batalhões de Polícia Militar de São José, Florianópolis e Palhoça.

O diretor de Polícia da Grande Florianópolis, Nivaldo Rodrigues, declarou que quatro morros da Capital foram ocupados durante a tarde. As investigações revelaram que os adolescentes eram do Bairro Monte Verde, mas estariam escondidos no Morro da Caixa.

As buscam não surtiram efeito, até que no final da tarde policiais militares encontraram o jovem na casa da namorada. De acordo com a Central de Polícia de São José, o terceiro envolvido é um garoto de 16 anos, que continua foragido.

Eliseu seguiu os passos do pai

O policial civil Eliseu tinha seguido os passos do pai, que é diretor de Integração da Secretaria de Segurança Pública. O rapaz era policial civil desde setembro de 2008 e trabalhava na Diretoria de Inteligência da Secretaria de Segurança.

Fonte: http://www.clicrbs.com.br

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